
O fim de um ciclo sempre representa uma oportunidade valiosa para reflexão. No universo da logística, poucas perguntas são tão simples e, ao mesmo tempo, tão reveladoras quanto esta: como foi a sua contagem de inventário em 2025?
Para gestores de logística, operações ou supply chain, o inventário está longe de ser apenas um número registrado no sistema. Ele impacta diretamente o faturamento, o nível de serviço e a confiabilidade das informações. Além disso, influencia de forma decisiva a qualidade da tomada de decisão.
Ainda assim, em muitas empresas, esse processo continua sendo tratado apenas como uma obrigação operacional. Na prática, é executado sob pressão e com pouco espaço para análise estratégica.
Um processo tranquilo ou um problema recorrente?
Ao olhar para 2025, vale parar e refletir sobre alguns pontos importantes:
- Quantas horas de operação precisaram ser interrompidas para contar o estoque?
- Quantas pessoas foram envolvidas direta ou indiretamente nesse processo?
- Quantas divergências surgiram após a contagem?
- Quanto retrabalho foi necessário para conciliar o físico com o sistema?
- A contagem foi preventiva ou apenas corretiva?
Essas perguntas ajudam a entender se o inventário cumpriu seu papel ou se apenas gerou esforço operacional.
Os desafios que ainda persistem.
Em muitos centros de distribuição, a contagem de inventário ainda é vista como um “mal necessário”. Frequentemente, ela é cara, demorada e operacionalmente arriscada.
Mesmo com a evolução dos sistemas de gestão, muitos desafios permanecem semelhantes aos de anos anteriores. A dependência de mão de obra temporária segue alta. O trabalho em altura continua representando riscos à segurança. Além disso, paralisações parciais ou totais ainda são comuns durante o período de contagem.
Como consequência, processos manuais e demorados, suscetíveis a erros, limitam a frequência dos inventários. Isso compromete diretamente a confiabilidade dos dados gerados.
Quando o inventário perde seu papel estratégico.
Quando esse cenário se repete, o inventário deixa de cumprir sua função estratégica. Em vez de apoiar decisões e gerar previsibilidade, ele passa a ser apenas um requisito operacional.
Nesse contexto, o processo é realizado apenas para cumprir calendário. Não há geração de inteligência para o negócio, nem apoio real à gestão da operação.
Um novo olhar sobre o inventário.
Ao mesmo tempo, ficou evidente que esse modelo não é o único possível. Empresas com maior maturidade logística começaram a repensar o papel do inventário dentro da operação.
Em vez de tratá-lo como um evento pontual, passaram a enxergá-lo como parte da rotina. Inventários mais frequentes e com menor impacto operacional trouxeram dados mais confiáveis. Com isso, houve menos surpresas nos fechamentos e mais previsibilidade ao longo do ano.
Como resultado, gestores passaram a dedicar menos tempo à correção de erros. Assim, conseguiram direcionar mais energia para estratégia e melhoria contínua dos processos.
Mais do que tecnologia, uma mudança de mentalidade.
Essa transformação não está ligada apenas à adoção de novas tecnologias. Ela envolve, principalmente, uma mudança de mentalidade.
Repensar o inventário significa compreender que ele não deve ser tratado como exceção. Pelo contrário, precisa ser um processo contínuo, planejado e integrado à gestão da operação.
A reflexão final.
Diante disso, fica a reflexão: o que a contagem de inventário de 2025 ensinou para você e para a sua empresa?
Cada operação possui sua própria realidade, seu nível de maturidade e desafios específicos. Ainda assim, aprender com a experiência tanto a própria quanto a de outros gestores é essencial para evoluir.
Agora, fica o convite à reflexão. Como foi a sua contagem de inventário em 2025? O que funcionou bem? O que poderia ter sido feito de forma diferente? Qual foi o maior desafio enfrentado?
Responder a essas perguntas pode ser o primeiro passo para transformar o inventário em um processo mais organizado, eficiente e estratégico nos próximos ciclos.







